Data de Publicação: agosto 2019

 

RESUMO
Este artigo centra-se na explicação e compreensão das representações acerca da autenticidade estética, artística e vivencial por parte de atores das cenas punk portuguesas e brasileiras num arco temporal que se situa entre 1977 e 2016. Baseia-se no princípio sociológico de que o conhecimento reflexivo dos atores sociais é matéria-prima de base para a reconstrução científica e, por tal, para o avanço na teoria social. Com base numa metodologia reflexiva, são três os objetivos específicos que perscrutamos: problematizar as complexas relações entre o ethos, a estética e a praxis do-it-yourself (DIY)1 e o estabelecimento do punk e de suas (sub)cenas em sociedades fora do eixo gravitacional da hegemonia anglo-saxônica; identificar o conjunto de atividades no espectro punk que configurem um ethos e uma praxis de autenticidade e, por último, elucidar, em termos weberianos, os diversos sentidos/significados contraditórios que os atores atribuem ao punk e suas respetivas vivências em termos de estilo e ideologia.

Palavras-chave: Punk; Ethos DIY; Autenticidade; Discursos; Representações sociais.

Publicado na Revista SOCIEDADE E ESTADO, Brasília.

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