Conversa, com Paula Guerra, em torno do livro As Palavras do Punk.
Quinta-feira, 28 de Dezembro, às 18h30, na livraria Tigre de Papel.
–ENTRADA LIVRE

O ciclo ‘O que É que Tem o Sete que É Diferente dos Outros’, um conjunto de vários eventos que decorreu ao longo do ano assinalando várias efemérides redondas, termina com uma conversa a propósito dos 40 anos do punk, o movimento que no final dos anos 1970 varreu o mundo a partir de Londres – com bandas como os Sex Pistols ou os The Clash – ou dos Estados Unidos – com os Ramones, Patti Smith ou os Talking Heads.

O ponto de partida, porém, será o modo como o fenómeno se desenvolveuem Portugal. Contaremos com a participação de Paula Guerra, socióloga e investigadora que publicou o estudo As Palavras do Punk, livro que oferece um panorama contemporâneo das bandas punk em Portugal. Inserido num projecto de investigação, é fruto de um estudo profundo de Paula Guerra e Augusto Santos Silva sobre esta subcultura. Pioneiro pelo tema, As Palavras do Punk leva-nos ao âmago da música, das letras, dos ambientes, e dos protagonistas do punk português.

«O punk é uma cena. A palavra imprime um colorido próprio à estrutura que em cada caso liga os diferentes protagonistas: as bandas, as editoras, os promotores, os críticos, os divulgadores, os consumidores, os fãs; e os recursos e meios de que dispõem, como os discos e outros registos fonográficos, os concertos e outros eventos, os bares, caves, salas e outros espaços de exibição e encontro, os jornais, boletins e fanzines, as lojas de roupas, acessórios e discos, as ruas e bairros, as plataformas físicas e digitais…»

«Cultura, cena, forma musical: o punk é isto, desde os seus primórdios. Como, antes, durante e depois dele, outras dinâmicas o foram e são. O ponto é que as dimensões estão articuladas. A estrutura melódica rudimentar, a sonoridade agressiva, a intensidade e a rapidez da canção, o impacto da percussão, as palavras que se gritam mais do que se cantam, a ocupação performativa do palco, as cores fortes, as incisões e pinturas dos corpos, os adereços metálicos, os símbolos que conotam dureza, masculinidade ou rebeldia, o teor cru e provocatório das letras, os ambientes e horas de encontro, tudo isso se conjuga numa ética e numa estética que dialogam entre si.»

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