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O presente dossiê agrega de forma plural trabalhos sobre a literatura brasileira e lusófona denominada como marginal: desde aquela coadunada com a contracultura de 1970 às vozes periféricas atuais. A potência da literatura feita nas margens, na resistência e na reexistência foi mote para diversos trabalhos, em suas variadas linguagens, temas, meios e contextos. O termo literatura marginal nasceu por volta de 1970, conhecida também como poesia independente ou geração mimeógrafo, em função dos meios diferenciados de produção e de difusão de suas mensagens que caminhavam na contramão dos ditames mainstream. Tais produções foram denominadas também como “contraculturais” e “independentes” e se caracterizaram pelo aspecto não mercantil de sua produção, atingindo uma pequena parcela juvenil brasileira que se identificou com suas propostas. Seus produtores, jovens advindos da classe média, produziram uma poesia em que a resistência se deu como tema e processo inerente à escrita, modulados por meios alternativos de comunicação (comumente, impressos de cunho artesanal). Esta literatura ofereceu novos significados à política e à estética – ganhando outras conotações no final da década de 1980, tornando-se um manifesto de vozes à margem, excluídas socialmente, correlacionadas com a chamada literatura periférica.

Travessias. v. 14, n. 2. maio/ago. 2020

Detalhes:

Título: On the Border: Resistances and reexistences in Brazilian literature

Autoras: Paula GUERRA, Maria Carolina GODOY & Patrícia MARCONDES DE BARROS

Ano: 2020

GUERRA, Paula; GODOY, Maria Carolina de & MARCONDES DE BARROS, Patrícia (Orgs.) (2020) – À Margem: Resistências e Reexistências na Literatura Brasileira. Dossiê Temático. Travessias. v. 14, n. 2. maio/ago. 2020. e-ISSN: 1982-5935. URL: http://e-revista.unioeste.br/index.php/travessias/issue/view/1189/showToc.

Créditos: © Marc Riboud / Magnum Photo